Quinta-feira, Novembro 12, 2009





*
Voaste!
Foste ao encontro de outro horizonte

Voaste!
E poisaste para beber de outra fonte

Para lá do horizonte
Dos meros mortais

Voaste!

E nesse voo acenaste
Não um adeus

Que ninguém parte por vontade

Foi apenas um gesto
Que no vento se encenou

Voaste!

Em direcção do céu
Tornando a noite mais cálida
Se não me traí meu coração
Nova estrela cintilou

Guarda-me lá de onde estás
Sob as tuas asas divinas
Contra o teu colo de mãe
Afaga-me as horas findas
No voo que a alma tem…


( em memória de uma AVÓ que não sendo minha, o foi e será sempre, no meu coração)

jorge@ntunes

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

depois do poema - lançamento -

video
video

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

depois do poema

video

Hoje não deixo um poema.
Nem só de poesia vive o homem.
Hoje fiz este video... espero que gostem...



jorge@ntunes

Domingo, Outubro 18, 2009

CONVITE


aniversário




Não conto os anos, conto os dias
E em cada ano sou pedaços dispersos de mim
Junto-os apenas um dia
Que me lembra que nasci.
As lágrimas e alegrias
O princípio e o fim
De todos os ápices que vivi.
Aniversário!?
Rosário, fragmento
De mim ou do tempo...
Não sei…
Sopro uma vela…
Vou no vento…

jorge@ntunes

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

depois do poema -o livro-




O improvável aparentemente irá acontecer!
Depois do poema”, será o meu primeiro livro impresso.
Há muito que habitava dentro de mim e em parte, neste blog.
Ganha assim nova forma, aquilo que de alguma forma a não tem, o sonho.
Para mim será apenas um registo distinto de tudo o que indistintamente imaginei possível.
No entanto, vejo nesse acto (o da publicação) um conceito mais intimista com as ideias.
Sempre tive como grande paixão os livros, sempre os senti como fragmentos vivos dos seus autores, como se por magia pudesse tocar com as minhas mãos todos esses sonhos doutrem.
A forma e a textura das coisas podem não passar de uma ilusão dos sentidos, a sua existência pode não passar de uma distracção meramente metafísica e pretensiosa que nos ilude.
Depois do poema” é também essa dúvida, essa incerteza de todas as coisas indagáveis
E promíscuas.
A minha motivação é, e será sempre, o que será a realidade após a realidade, assim como depois do poema, o que será o sonho depois de si mesmo.

Para todos aqueles que acharem nas minhas palavras alguma forma honesta e merecedora de serem no mínimo folheadas, pois aqui fica este “livro”, algumas folhas soltas da minha inconsolável alma.

jorge du val

PS:
Desde já ficam todos aqueles que assim o desejarem, convidados para o lançamento.

Contactos:

jorge_du_val@aeiou.pt

Telm: 916669998

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

já visto




Ainda o rasto da ave paira sobre os sentidos
E já o horizonte aniquila o voo do momento inefável
De cada momento. As asas traquinas do ensejo
Rompem como sombras sobre o sonho inolvidável

Para lá do voo há o gesto
Há um avoaçar cá dentro que perdura
A ave, essa, por vezes ainda regressa
De outro horizonte, outra ventura

E cada esteira é uma memória
Um constante e ameno déjà vu
Um voo cego no imprevisto
Sonho límpido a olho nu…

jorge@ntunes

Sábado, Setembro 12, 2009

letargia




Vela a sepultura dos teus sonhos
Herege cobarde, insano profeta
A tua desgraça assombra a alma
Do profundo e brando poeta

Para que vives se te aconchega a morte?
Deixa para os que sonham, a vida
Deixa para os que vivem a sorte

Não há neste mundo lugar para ti
Este é um mundo de palavras reais
Aqui, não há actos humanos
Profanos, fatais…

Aqui vive apenas quem nunca acordou
Quem no seu sono criou
O paraíso na terra
A paixão de quantos amou

Aqui a guerra é de flores e versos
De prosas e utopias
Aqui não mora a descrença
Ou a apatia dos teus dias

Morre! Se tens de morrer sem chama
Sem as asas da Fénix libertadora
Crava teu corpo na terra que te clama
Estremece! Perante a pena sonhadora…

jorge@antunes