quarta-feira, outubro 05, 2005

a noite da minha alma






A noite está fria
está dentro de mim
não encontro paz
na noite sem fim

esta escuridão
abriga o meu sofrer
como um suplicio
num silêncio por saber

e nem o vento que passa
que trespassa a minha sombra
com a força da tormenta
me demove ou me assombra

E quem sou eu afinal?
Quem me responde, quem diz?
Quem quer ser o carrasco?
O delator o juiz?

Não...Não quero este mundo
um mundo que não me quer
não queiram fazer de mim
o que eu de mim não fizer

esqueçam-me
que eu farei por esquecer
que nada serei
por me fazerem perder

Podem rir
chamar-me louco
façam de mim muito ou pouco
façam de mim quem não sou
que não serei sonho que
que alguém sonhou
aprenderei
com a minha cruz
a fazer da noite a luz
a quem não mais chamarei ilusão...

...por agora
por quanto tempo ainda...

a noite está fria
está dentro de mim
no meu coração
há noites sem fim

jorge@ntunes

5 comentários:

Gnose disse...

Não deixes de lado a hipotese de seres o diamante no caminho de alguém...pensa nisso... BJ

mar_praia disse...

Bem, que texto nos deixaste! Simplesmente divinal apesar de continuar triste!

Uma vez mais me encontro em muitas partes dele.

Beijinhos enormes...

Paula Raposo disse...

Um poema tão bonito...tão, tão bonito! No comments...adorei. Beijos

Maria do Céu Costa disse...

Gostei de ler "estas noites sem fim". Bem trabalhado. Beijinhos.

Anónimo disse...

" A felicidade não está no fim da jornada, mas sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la"

Procura a tua própria felicidade pois ela pode estar escondida e tu não a vês.

Beijinhos

A tua mana

Paula Antunes

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