quinta-feira, maio 28, 2009

neblina




Das fontes de tantos rios
Correm sonhos de ninguém
Correm todos para o mar
Mar, que é sonho de alguém

E se a noite chega cedo
Quase como madrugada
O mar toca cada lágrima
Que é fonte da nossa alma

Porque o tempo
Perde a forma
Perde toda a noção

Porque o vento
Nos transforma
Todo o mar em ilusão

Fecham-se janelas e medos
Por detrás da neblina
Mas há sempre fonte e rio
Mar e sonho, um calafrio
Por detrás de uma cortina

jorge@ntunes

4 comentários:

Ana Paula disse...

Bem, sem palavras poeta!
Está mágico, este teu sentir, que adoptei meu tb!
Hummm, eu bem te disse...adorei!
Mil beijinhos com imenso carinho!

@lexis disse...

se me escondo por detrás da cortina
é para esconder as lágrimas
que deixo cair por ti em surdina

o automatismo de uma rima
sob a forma de um verso!
tem a beleza do sentimento
que nutro por ti hoje e sempre!

Geminiana disse...

Excelente!!!Parabéns!

Beijoss

Äмbзr Gïrℓ ⅞ disse...

belo poema como a chuva a neblina, o tempo detrás de uma cortina...

igual a uma noite estrelada!

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