terça-feira, setembro 05, 2006

nino



O menino perdido nas certezas dos homens
Olhar de um medo que não entende
Sabe que deve temer algo
Algo que sem forma o prende

À deformidade da realidade
consequência ou verdade
qual delas mais temente?

O menino não vai crescer
Não quer nem pode saber
As respostas à loucura
Quer ser eternamente menino
Na inconsciência de ser a cura

Ele ainda busca
Onde ninguém mais procura

Ainda que à beira mar
O mar lhe fuja
Ainda que ao nascer do sol
A noite o cubra

Vai ser menino
Vai ser eterno
Num intervalo do tempo
Na plenitude do verbo

jorge@ntunes

4 comentários:

Paula Antunes disse...

Quem me dera ser sempre criança.


Muito bonito como sempre mano...


Jinhos grandes

Paula Raposo disse...

Belíssimo, Jorge! Gostei muito. Beijos.

Luna disse...

Que bom que era se o homem nunca perdesse o seu menino interior

MEDUSA disse...

Que esse espírito de menino, não te abandone nunca!
És um poeta com alma de menino...

Um beijinho meu

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