quarta-feira, outubro 08, 2008

asas




Não sei, porque voltam sempre os dias
Nem porque as noites se repetem
Não sei porque sorriem os dias
E as noites, lágrimas vertem

Não sei, porque me acho no meio
Desse momento incoerente
Não sei, porque sou tantas vezes o dia e a noite
E outras, somente gente

Não sei, quem me levou as asas
Quem me raptou do ninho
Nem sei porque plo meio da multidão
Me perco sempre sozinho

Não sei, a que sabe o sono sem medo
Ou o acordar ilusório, passageiro
Parece-me sempre eterno, este existir
Que sonho em segredo

Não sei quem me despiu a alma
E guardou meu corpo em uma gaveta
Não sei, da alma que gela
Sem agitação, ou silhueta

Não sei, porque se repete o poema triste
Das tristezas que em mim se escrevem
Não sei porque sorriem os dias
Ou as noites se vertem…

…Lágrimas que escrevo
Ninho que busco
Asas que invento…

jorge@ntunes

2 comentários:

http://toninha.abn.zip.net disse...

Meu querido,não sei te dizer porque se repete o poema triste,mas posso te dizer que mesmo triste,está lindo.
ADORO-TE...Amo cada palavra que escreves.Deixa-me a sonhar acordada... com o impossível,mas para Deus tudo é possível.

Beijinhos ternos e carinhosos:)

Fica na Paz!

@lexis disse...

Deixa que eu te seque as lágrimas que escreves
... mas não me deixes escrever-te chorando

Deixa que eu te acaricie as asas que inventas
... mas não voes para longe de mim

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