quinta-feira, fevereiro 28, 2008

curvaturas



O meu corpo curva-se
Do peso inimaginável da solidão
E o meu olhar quase se prende
Aos os pés que cavam o chão

Encolho-me mais a cada hora que passa
Arrasto-me por força da vida
Respiro um perdulário ar de graça
Um ar que ninguém respira

Meu tronco a dar-se aos céus
Minha alma ao negro do abismo
Relutante em desprender-se
Do sonho que pasmo e cismo

Como folha seca de Outono
Quebradiça ao esmagar
Em mil pedaços me quedo
Exausto de não mais vergar

E assim, espalhado me vou
Cravando lacrimoso na terra
Em jeito de gotas d’água
Seiva de outra guerra

E da semente do tempo
Em haste, ao mundo novo me elevo
A novo destino me dou
A novo sonho me entrego...

jorge@ntunes

3 comentários:

Dark-me disse...

Renovação!! :)

Qto a roubares umas imagens, está à vontade meu querido amigo

Dark kiss

Geminiana disse...

Deixo-te, apenas, um beijo e minhas palavras silenciosas.

Ficas na Paz!

Paula Antunes disse...

Tens que deixar de ser tão negativo...

Não gosto de te sentir assim.

Beijos

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