segunda-feira, maio 22, 2006

lusa neblina



Do outro lado da neblina
Húmida cortina
Sem relevo

Há sons novos, em surdina
Que nesta enorme “usina”
Se moldam em segredo

Algo nasce a cada instante
Uma vida, um sonho, um afim
Tudo ocupa o seu lugar
Neste principio do fim

Entre cada coisa
A nebulosidade
A preencher o vazio
De cada realidade

O futuro imprevisto das coisas
Desfila indiferente
Ao viajante
Na rota ilusória em que sente

Novos mundos do Mundo
A cortina de tempo-espaço
Mares muitos por navegar
Instante crasso

Herói que se reinventa
Em cada tormenta
Que o desafia

Do outro lado da neblina
Húmida cortina
Chegar um dia...

jorge@ntunes

4 comentários:

Paula Raposo disse...

As palavras acompanham a fotografia! Tudo bonito. Beijinhos.

Paula Antunes disse...

Palavras para quê....


Beijinhos

Anónimo disse...

Gostei!!!Gostaria de comentar mais,mas...

Deixo-te um beijo :)

Helder Ribau disse...

vim visitar-te... gostei muito

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