quarta-feira, maio 24, 2006

ecos



Repito-me
Mas tudo é repetição
É essa a alma da evolução

De quando em vez
Lá trocamos
Uma incerteza por um talvez
E voltamos ao inicio
Do precipício

A metáfora da vida
É cada um de nós ser
Único, e sempre reflexo
No espelho de outro, sem saber

Repito-me
Admito-me na demissão
Do racional
Hoje, aqui, século XXI
O mesmo Neandertal

Mudei, sim, mudei
Ando erecto, não curvado
Bem vestido, perfumado
Sou até um pensador

Construi castelos, impérios
“Inventei” a palavra, a matemática
E até bálsamos para a dor

Repito-me
Na novidade de me descobrir
O mesmo em todos os tempos
Mudam-se as formas
Não as normas

Um dia, das duas uma
Ou me canso de tanta repetição
E cresço
Ou então, humanamente permaneço

jorge@ntunes

3 comentários:

Anónimo disse...

Adorei!!!Nada impede de crescer e de permanecer o grande SER HUMANO que és...repita quantas e quantas vezes for necessário...mas peço-te que continues a escrever com estes teus pensamentos lindos...apesar de não acreditar , mas cada palavra que escreves,me fascina, para mim é um balsámo para minha dor..És um grande PENSADOR...acredite.

Um abraço terno:)

Ps:Tens idéia quantos anos faz que digo que AMO?

Paula Antunes disse...

Que permaneças por cá muitos anos...eu estarei cá para te ver vencer.


Beijo grande

Anónimo disse...

Apenas uma correção:

Bálsamo (não balsámo)

Um abração e um sorriso verdadeiro:)

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