segunda-feira, fevereiro 13, 2006

olhar



Na noite, batendo o vento como açoite
nesta janela, minha alma, olhar meu
no céu a lua, branca, pura, flutua
leva-a o sonho de ser teu

cor de prata,
vira-lata, olhar vadio
contando estrelas como beijos
colhidos à beira rio

olhar de ver, de ver chorar
as nuvens que passam por passar
neste céu em que me invento

ah!!! São saudades, são saudades
desejos de outras idades
embaladas pelo vento

olhar maroto, olhar pouco
olhar de tanto querer
olhar de espanto, olhar de louco
ah, tanto olhar por saber


olhar sem dono nem lei
perdido no mundo, bem sei
achado em qualquer viela

apenas porque sonhei
e nunca mais acordei
desse olhar que vejo à janela

jorge@ntunes

4 comentários:

Geminiana disse...

Demasiadamente lindo!!!Meu anjo,estou com lágrimas nos olhos de pura emoção. Estou feliz por toda esta beleza de poema...sem exagero, está sublime.Haja coração... meus pensamentos voam... assim sem querer me fazes ver estrelinhas azuis.Lindo demais. Parabens!!O quadro está um sonho, me fez lembrar doces momentos.Beijinhos c/ carinho.

Paula Raposo disse...

Igual a ti próprio. Gosto imenso. Beijos, Jorge.

Paula Anunes disse...

Lindo como sempre são os teus poemas.

Mas eu também sou suspeita...

Agora vou-te propor um desafio.

Que tal um poema dedicado aqui à tua maninha?

Pensa nisso.

Beijos muitos beijos

☆Fanny☆ disse...

Há olhares que simplesmente entram na nossa alma e iluminam a escuridão que nos habitava.

Lembro-me dum momento assim e desde aí comecei a ver estrelas que nunca tinha vislumbrado no meu céu interior.

É tão bom quando mergulhamos assim num olhar...porque mesmo que um dia ele se vá embora, a sua luz permanecerá eternamente em nós.

Um beijinho*

Fanny

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