sábado, janeiro 14, 2006

janela



Depois da vela, a janela
o ar frio da noite
bate em mim, forte quimera
como o vento, como açoite

gelam-se-me os pensamentos
mas não os tormentos
que esses já são a alma
lá fora tudo é negro, tudo é vento
cá dentro, a morte acalma

o ultimo cigarro, a ultima lágrima
a janela que se encerra
volto a este poema, a esta vela
volto do sonho à Terra

jorge@ntunes

3 comentários:

Paula Raposo disse...

A janela...é. Donde também se pode avistar o sonho a rondar-nos. Para além da vela. Beijinhos.

Anónimo disse...

Anjo meu, se eu tivesse o poder de mudar este quadro,este teu pensar, juro que mudaria imediatamente.Mas,
só um grande amigo meu que se chama Jesus tem este poder.Espero
com fé nele que qualquer dia vou te ver mais feliz.Adoro-te, sabes bem disso.Se puder tente mudar as coisas, até que eu possa chegar um dia até vc.Beijinhos c/ carinho.

Ps:Gostei, apesar de melancólico

Silêncios disse...

Venho sempre na esperança de encontrar alguma mudança...

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