segunda-feira, agosto 30, 2010





Contemplo a lua que dorme
No seu esplendor de rainha
No seu altar de deusa alva
Que o meu desejo adivinha

A noite imagina o vento
Neste breve instante de Outono
Onde uma chuva quase a medo
Se entrelaça com meu sonho

Acendo um cigarro negro
Que arde com meu segredo
Nas cinzas em que me apago

Ainda contemplando a lua
Rainha que cobre nua
Meu sopro nesse cigarro


POETIK

2 comentários:

Inominável Ser disse...

A lua, a Mãe Da Poesia, que nos contempla mais do que nós a contemplamos e cujas marés devastam e devassam toda a nossa alma...

Proibida disse...

sem palavras para descrever a beleza dos versos.

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