terça-feira, agosto 31, 2010





Num tinteiro apinhado de poemas negros
Amontoados, sem forma, sem coisa vida
Poisa a pena de um genuíno indivíduo
Que busca moldar em sonhos a tinta

Quando sobre a folha alva, debruça
A extensão do imenso pensamento
Estende-se impávida, a tinta negra
Como soprada por um leve vento

E desse êxtase desmembrado
Num gesto jamais pensado
Nasce o poema da treva

Toma vida o mal amado
O sofrido, o temerário.
Emana o poeta!
POETIK

2 comentários:

Inominável Ser disse...

É um sentimento divinizador de nós mesmos esse surgir do poema quando manifesto no papel, a sensação mais próxima do Nirvana quando um é concluído e ao mundo revelado. Este vosso poema traduziu excelentemente esse sublime momento.

Insana disse...

Nun gesto impensado, no momento errado. a dor fica e vira letra em um poema.

bjs
Insana

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