terça-feira, julho 14, 2009

ilusões do mesmo fado





Um poeta que passasse
À tua porta e chorasse
Uma canção de amor
Quem sabe o mundo olhasse
E de tristeza cantasse
O seu fado, a sua dor

E se tu, por piedade
Lhe matasses a saudade
De à janela te abeirares
Verias quanta verdade
Traria na alma, e vontade
De trocar contigo olhares

De te sentir e te tomar
Até de rir nesse chorar
De no teu colo entardecer
Se um poeta fosse o mar
À tua porta parar
Fosse a teus pés ele morrer

Quantas, alteradas visões
Quantos sonhos e ilusões
Caberiam num mar de dor
De um poeta, de singelas emoções
Triste, a cantar-te o seu amor

jorge@ntunes

5 comentários:

http://toninha.abn.zip.net disse...

Belíssimo!Muito emocionante.Adorei!

Bjsss:)

impulsos disse...

Jorge
De uma coisa eu não tenho dúvidas: tu és um poeta de verdade!
E cantas o amor e a dor na mesma medida proporcional ao teu sentir.
Gosto imenso de te ler e tu sabes disso!
Só tenho pena de que não dês a oportunidade de seres lido por muito mais gente como a tua poesia o merece, mas paciência...

Beijo

impulsos disse...

Nem sabes como fiquei feliz por ti!

Custou, mas tomaste a atitude certa.
Até que enfim...

Muitos parabéns meu amigo!
Depois avisa quando for o grande dia.

Beijo

Äмbзr Gïrℓ ⅞ disse...

seu blog é algo raro de se ver, poesia despretensiosa, bela, cheia de rimas que dão gosto de ler em voz alta.

Blog Suicide Virgin

ana margarida disse...

um poeta é sempre mar de emoções...escreves bem. um bj

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