domingo, agosto 31, 2008

verso de mim




Escrevo versos tristes
E porque não escreve-los?
São apenas versos
De vê-los…

Vejo versos tristes
De triste ser.
O que escrevo, adverso
A mim e ao verso
É poema que sinto
É choro que calo
Sorriso que minto

Vejam!!!
Quão triste, escrevo!
Mesmo no sorriso
Que padeço.

Nem sempre fui triste
Nem sempre tristes foram meus versos
Antes não era triste
Nem tinha versos

Mas o antes já não existe…

Hoje sou triste, e tenho versos.

Vou dormir,
Deitar-me sobre a cama que não tenho
Sonhar sonhos de onde venho
Mas nunca sinto de lá vir

Vou imaginar versos felizes
Versos, que possa escrever, sem sentir

Mas não lhes poderei chamar versos
Por não serem tristes
Nem versos serem… A fingir…

Eu não sou triste
O que sou, está apenas muito perto
De ser tudo o que não escrevo
Ou tudo o que escrevo em verso

Vejam!
O quão triste
Sou no que escrevo

Que nem sou, nem verso, nem triste
Sou apenas o que pareço

Altivo na demência
Ligeiro na transparência
Imprudente na certeza de tê-los

Porque escrevo versos tristes
Que outrora foram felizes
Versos, apenas de vê-los

jorge@ntunes

2 comentários:

http://toninha.abn.zip.net disse...

És um grande poeta,sem dúvida,só tens que acreditar.Teus versos são cuidadosamente bem escritos.Mesmo tristes,são belíssimos.Parabéns!
Beijinhos... adoro-te:)

Fica na Paz!

koisa disse...

lindissimo!!

esta espetacular!

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