quarta-feira, agosto 06, 2008

versos rasgados (II)





Rasgo-te, poema que me atormenta
Rasgo-te como verso, como tema
Como glória perdida

Rasgo-te poema por seres pouco
Rasgo-te como rasgo meu corpo
Palavra que foi vencida

Rasgo-te em pedacinhos de nada
Rasgo-te poema fútil
Num roçar de consciência inútil
Para sempre inacabada

jorge@ntunes

3 comentários:

@lexis disse...

Serás o meu pouco
Serei o teu quase nada
Serás o meu tudo
Serei o teu mais que muito
Serei o que quiseres que seja em ti
Que tu já és tudo em mim

impulsos disse...

Olá meu amigo silencioso

Não rasgues esse poema ainda...
Quem sabe, não o possas ainda modificar
Corrigir as rimas que não gostas
E voltar a lê-lo em voz alta
Para que te soe melhor
Como todos os outros
Que tão bem escreveste
E por aqui nos deixaste...

Beijo

Paula Antunes disse...

Não rasgues pois são sempre todos muito bonitos...

Beijos

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