domingo, dezembro 02, 2007

sombras





Entraste
Sem que te ouvisse bater
Sem que pudesse saber
Quem eras
E se vinhas para ficar

Despiste o casaco
Que vinha molhado
Das horas perdidas

Por esses lugares
De ruas vazias
Onde recolhias
Lágrimas do mar

Entraste
Sem que te pudesse prever
Sem forma de te dizer
Quem sou
E se te posso aceitar

Vesti agora o casaco
Que sinto pesado
Que é o meu corpo

Ia sair por ai
À procura de mim
À beira do fim
Fugindo do mar


E tu agora chegaste
Ou simplesmente voltaste
E só agora senti

Que a porta que há pouco fechaste
Foi um adeus ao que amaste
De um sonho em que te esqueci

jorge@ntunes

3 comentários:

Geminiana disse...

Parabéns! Este teu cantinho está cada vez mais emocionante...tuas palavras iluminam meu dia.Adorei o poema,adorei muitíssimo a imagem.´
És sem dúvida um GRANDE POETA!

Doces beijinhos no teu coração:)

Fica na Paz!

Anónimo disse...

Com este arrepiei-me.

Muito bom.

Beijos

mimo disse...

Eu diria...
Todos têm poesia porém, nem todos sabem ser Poetas!...
Tu sim, és o verdadeiro poeta.
Homem/Poeta, aos olhos da sociedade parece contraditório, mas existe e, felizmente está a vir á superfície, os homens já não são o que eram.
Beijos, Jorge
Parabéns, por aquilo que és.

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