terça-feira, novembro 27, 2007

vicissitudes




Onde vais agora
Seguindo calado
A solidão dos teus passos?

Que gesto patético simulas?
Quem julgas poder contemplar
Ainda nos teus braços?

Não cegues pela luz
Que tanto desejas ver
Tudo o que o teu olhar alcança
Tem a cor do anoitecer

Não julgues iludir o tempo
Que te tem por destino
Ninguém te ouve o grito...
Esse eco que escutas
És tu... Sozinho...

Não chores...
Que o mar à muito
Secou...

O deserto que pisas
São grãos do teu vazio
Que o vento louco juntou...

Não olhes para o alto
Que o céu já se apagou
A vida já te esqueceu

Não corras, detêm o salto
Que o abismo já se fechou
És sonho que já se perdeu...

jorge@ntunes

3 comentários:

Paula Antunes disse...

Este não consigo comentar.

Beijos Grandes

Geminiana disse...

Oh!Desculpe-me, o que tem de bonito este poema,tem também de triste...independente da nossa idade ou das circunstâncias,não podemos deixar de sonhar e ter esperanças.Temos que manter a chama do nosso coração para que possamos ter fé e encontramos a Paz,para que tudo seja possível.
Com toda esta tristeza ...AMEI!!!

Beijinhos no teu coração:)

FICA NA PAZ!

mimo disse...

O sonho comanda a vida!
Quem deixa de sonhar, deixa igualmente de viver.
É lindo o teu poema, porém muito triste.
Alegra a tua alma, a esperança é a última coisa que morre, dentro do coração humano!...
Um beijo grande , Jorge

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