domingo, agosto 27, 2006

espelho



Olhar meu em ti que me escapa
Que por entre o pensamento se dilui
Rosto meu que em ti me vejo
Imagem viva do que fui

Espelho d’água, mar imenso
Na mais amásia das tentações
Quadro pintado no vento
Natureza morta de ilusões

Pasto da minha casta fome
Gula do meu desejo pecador
Vagueio plo teu corpo aceso
Queimando minha alma ao teu sabor

Para trás fica o futuro
O destino além sonhado
Todo o presente desconhecido
É fatalmente o meu passado

Olhar meu em ti que me foge
Espelho d’água que me embriaga
Hipnose que me transporta
Ao mar imenso do meu nada

jorge@ntunes

2 comentários:

Paula Raposo disse...

Sempre, sempre belas as palavras! Beijos.

Anónimo disse...

Se ela é reflexo de ti...andas iludido contigo?
Se não tem futuro e o presente é repetição...que raio é isso?...
És masoquista!

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