segunda-feira, junho 26, 2006

vendaval



Vivo uma tempestade
A minha alma é uma tormenta
O meu corpo um mar em fúria
Que em espuma nas rochas rebenta

O meu sangue são versos envenenados
Nos céus cinzentos, espalhados
Clarões estrondosos sem luz

São ventos que rasgam os astros
Que despem sonhos e mastros
Do universo que me conduz

Ah! Vendaval que sou em mim
Fragmento de tempo, intemporal
Condenado neste degredo
Adamastor, que de assombro
Apenas sou o meu medo

jorge@ntunes

4 comentários:

Geminiana disse...

Meu querido,belíssimo poema!!!se algo não vai bem, não fique atormentado em vão... temos que enfrentar as tempestades e os vendavais sem nada temer, nos lemes da nossa vida temos todas as direções, só nos compete lutar...e acredito em ti.
És infante,forte...guerreiro.
Na verdade ÉS UM PRESENTE DO SENHOR

Um grande abraço :)

Paz e muita Luz.

ADORO-TE

Paula Antunes disse...

Não tenhas medo...eu estou aqui.

Beijos no teu coração

Paula Raposo disse...

Belíssimo poema, Jorge. Como sempre. Beijinhos

anrasaxa disse...

mais um post MUITO bom

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