sexta-feira, janeiro 20, 2006

versos perdidos




Rasguem os meus poemas de amor
que as Dolcineias são vento
são versos perdidos ao dissabor
calafrios de um momento

são palavras que a febre alucinam
são tormentos de uma loucura aflita
são ilusões que me dominam
pesadelos da minha fadiga

rasguem essa vida na minha morte
essa inexistência incapaz
na desgraça como dote
alma penada sem paz

rasguem meus poemas de amor
que eles são lágrimas em mim
são em mim a minha dor

versos que ardem que consomem
que me desleixam do real
poemas que em mim são fome
carência que me é fatal

profecias sem destino
amargurados na alma
folhas soltas de um delírio
que não se contenta ou acalma

poemas, nascidos do fim
odisseias de sonhos torturados
versos que em mim
vagueiam, inacabados

jorge@ntunes

4 comentários:

Paula Raposo disse...

É bom que os poemas sejam inacabados...eu não os rasgarei!! Beijos.

Anónimo disse...

Querido, desculpe,jamais rasgarei teus poemas de amor, pois para mim são vida.Os guardarei com muito carinho , principalmente oq te valeu um Prêmio.Lamento que eles te amargurem a alma, te causando dor, mesmo assim, vou guardá-los como te guardei no coração.Amo vc.
Um grande abraço e fica com Deus.

moon between golden stars disse...

Só para deixar um abraço!

Paula Raposo disse...

Esqueci-me...esta música é linda!! Mas isso já tu sabes, por isso a colocaste...Beijos.

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