terça-feira, janeiro 31, 2006

fado negro




Este fado nasceu triste
que triste sou este fado
pois que ceguei na tristeza
de um dia te ter amado

fui viela que esqueceste
que passaste por passar
fui caminho que encontraste
e apenas ousaste pisar

levou-te o mar, alma minha
nas velas de outro destino
são agora lágrimas minhas
esse mar o teu caminho

e nesta cega loucura
de viela triste e escura
perdida de te não ter

ah!! Quem me dera ser tua
cega plo meio da rua
e nunca mais me perder

jorge@ntunes

4 comentários:

Anónimo disse...

Ah!Meu anjo!Não tem como não me emocionar com teus poemas, mesmo com este ár de tristeza.Adorei!!
Quem me dera desvendar todo este mistério.Quem me dera ter o puder de mergulhar no mais profundo da tua alma e te sentir.Não gosto de te ver triste, não combina com este teu sorriso.A música é linda!!
Um beijinho c/ ternura e carinho.
*Geminiana*

lazuli disse...

Jorge, fiquei hipnotizada com a beleza do poema.

O pouco do que te vi, deu para uma ideia da pessoa que és. Principalmente o olhar directo e verdadeiro, e doce.

Um beijo. Fernanda Guadalupe

Paula Raposo disse...

O fado...já sabes o que penso sobre o assunto. O poema é belíssimo, também é escusado repetir-me...Beijos.

Ana P. disse...

Carrego este meu fado
Lamentos de cor e pecado
Carrego pra me perder
E sem ti na minha vista
Sem alcançar esta conquista
Sofro e volto a sofrer

E o fado acompanha-me a melodia
Assola-me a luz constante do dia
E sinto-me a entristecer
E junto ao fado uma lágrima tua
Percorro sem rumo ao fundo da rua
Sinto-me no fado que não me deixa morrer

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