quinta-feira, outubro 07, 2010




Plantei a semente de um sonho
Na terra que fiz do teu corpo
Que fiz do meu módico tempo
Reguei-a com a chuva de um rio
Longe da geada, do frio
E da incoerência do vento

E de longe a vi crescer
Antes de rosa ainda ser
Antes de espinhos me sangrar
Desse longe de já saber
Que entre o sonho e o adormecer
Há um tempo de matar

Há um tempo de morrer em vida
Uma estrada sempre esquecida
No caminho de qualquer um
Em nova semente escondida
Noutro corpo em despedida
De devaneio algum

E dessa semente de um dia
Desse teu corpo que eu via
Ser a terra prometida
Nova chuva se inventou
Novo rio se abeirou
Inundando a própria vida


POETIK



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3 comentários:

Encantadora de Abelhas disse...

Oi Amigo!
Tem um selo presente lá esperando por vc... Espero que goste!
Bom Sonhos,
Beijo!

Damage disse...

Os teus belos versos inundam a minha vida.

lindo poema.

bjs

Insana disse...

"Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças"
Charles Darwin


Bjs
Insana

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