domingo, outubro 03, 2010




Através da janela
Para lá do pensamento
Há esta chuva que cai
Está este poema que escrevo

O vento fustiga a folha branca
E todas as folhas secas, de Outono
Todas as palavras que me cobrem
Do corpo ao sonho

Em tons de cinza derramo
Meus vãos suspiros
Meus mares de lágrimas
Que chegam de todos os rios

Desses caminhos que a primavera esqueceu
Entre a terra e o céu
E tantas folhas de outrora

Mar de folhas mortas, sem nada de seu
Almas que o tempo esqueceu
Nos Outonos de agora

Este poema que cai da chuva
Através da janela
É só um Outono mais que fica
Carpindo uma nova primavera

POETIK


Não posso participar no concurso mas posso escrever!!!
Aqui fica o meu
“Outono” de incentivo para todos vós.
Mandem os vossos também!!!

2 comentários:

Lou Albergaria disse...

Agora é que danou-se tudo!!! Vc acha que depois de um poema desses eu vou conseguir escrever alguma coisa que fale de OUTONO?!!!

Magnífico poema! Simplesmente perfeito! A língua desliza nos versos! Impressionante a sonoridade que construiu! A língua baila em cada sílaba.... Brochei! Não consigo nem pensar mais em outono. Agora só o Verão me aguarda...rsrsrsr...

Tenha uma linda semana!!!

BEIJÃO!!!

Já estou divulgando o concurso lá no LOBA.

Angélica Lins disse...

Ler-te hoje, me fez olhar diferente.

Beijo

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