sexta-feira, abril 18, 2008

sonho negro




...E um corvo voa
Nos céus de Lisboa
Nas ruas da vida

À beira do Tejo
A pairar sobre o resto
Da noite vadia

Ao jeito de um Fado
Cantado, falado
Preso nas garras

Do voo picado
Do corvo levado
Na voz das guitarras

Na margem do rio
Estendido no frio
Um homem qualquer

Perdido do sono
Abraçado no sonho
Sereia-Mulher

A rogar à lua
Que é apenas sua
E de mais ninguém

Enquanto o corvo passa
E os medos dele traça
No rio de alguém

Do cais, já sai
Um barco que vai
Um tempo que fica

Um sentir o chorar
Um imenso do mar
A vasta desdita


Ai, se ele fosse o Tejo
Que beija Lisboa!!!
Não fosse ele o corvo
Que passa... Que voa...

jorge@ntunes

3 comentários:

Geminiana disse...

Belíssimo...nada se compara a beleza deste poema.Imagem lindaaa!
Como sempre... AMEI DE CORAÇÃO!

ADORO-TE... MEU LINDO!

Beijinhos saudosos :)

Fica na Paz!

Dark-me disse...

Encantam-me as tuas palavras

Dark kiss

Paula Antunes disse...

Lindo demais...como sempre.

Beijos

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