quarta-feira, julho 26, 2006

inferno



No plano árido do meu desassossego
Permaneço inconsolável de uma sede mais
Queima-me o peito, a alma e a vontade
Consome-me o tempo, que em mim, nunca arde demais

Nem o horizonte deslumbro
Cego que estou de qualquer deslumbre
Tudo é apenas deserto incerto
Tudo é apenas lume

Cavo com os pés aos poucos a sepultura
Na areia fina e quente
Quase suave, quase pó
Quase forma de gente

Gente desfeita no vento
Quase livre no momento
Quase eterna, quase pura

plano da minha ilusão
Que tento trazer à mão
E que por entre os dedos se escusa

jorge@ntunes

3 comentários:

Paula Raposo disse...

Lindíssimo! Este sim. O título está bem adequado ás palavras. Beijinhos.

Geminiana disse...

Olá meu querido, lamento que estejas submerso neste mar de tristeza...nota-se que estás como um pássaro ferido sem direção.Mas acredito no teu lado forte, no teu poder de ressurgir, de renascer das cinzas...ânimo, nada nos é dado sem termos a força de receber.Acredito que em breve alcançarás a Paz e felicidade que desejas.

Beijinhos sinceros de quem te adora:)

Geminiana

Geminiana disse...

Olá!Não pense que o silêncio vai me fazer esquecer um alguém ESPECIAL como vc, que me trouxe alegria e felicidade...

Um domingo tranquilo com muita Paz no teu coração.

Beijinhos de saudades:)

Geminiana

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