terça-feira, outubro 19, 2010



Se por descuido sentir
Que às vezes eu sinto a vida
Não me tomem por verdade
Nem me julguem por mentira

Deixem-me apenas passar
Por entre o vento e a chuva
Não tenham pena nem riam
Ao verem minh’ alma nua

Quem sabe por descuido acorde
Numa dessas horas de um dia
Que por descuido senti
Que às vezes sentia a vida

POETIK

4 comentários:

SrtA. L. disse...

Bravo, bravo, bravíssimo!!!

Lindo poema... a propósito, posso postar esta obra

em meu espaço? E naturalmente, darei os devidos

créditos,pois labor como esse deve ser difundido,

observado, alvo de olhares e divagações sobre...

Me honrará ao extremo, tua autorização...

Desde já, PARABÉNS!!!

Massageaste este ego por tua visita hoje à tarde...

Beijo doce,

tão doces quanto tuas palavras proferidas

com exímia maestria...

;)

*lua* disse...

Que formosura no seu sentir! Descuido? Irônico nosso destino aqui ... almas vendadas que por descuido deixam o vento tirar-lhes o negro da vista, de forma a ver por breves momentos a loucura que chamam de felicidade! Beijo Jorge

Rívia Petermann disse...

É difícil sentir a vida sem estar com a alma nua.Assim como é dificílimo estar de alma nua sem estar vulnerável.
Portanto,por mais vulnerável ou nu que estejas...apenas sinta,apenas esteja.
Belíssimo post,e belo layout.

Abraços!

Encantadora de Abelhas disse...

A vida pulsa indiferente de quem a sente, ela se faz presente!
Sinta!
Grande BjO

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