quarta-feira, setembro 22, 2010





Estou deste lado da janela
O que contemplo
É algo entre a vida e o vento

Algo que passa, e passa breve
Quase ao longe, quase ao de leve
Quase fora de tempo

Há um rio lá fora
Que atravessa quem o olha
E o percorre até ao mar

Há haver que marca a hora
Nesse relógio de corda
Que corre no seu olhar

E deste lado da janela
Há o oposto dela
Há a incerteza do fim

Algo entre a vida e o vento
Que cerro neste lamento
Oculto dentro de mim


POETIK

2 comentários:

Lou Albergaria disse...

Lindo!

Por que só um sorriso?

sorriso breve
tênue armadura
soterra a alma...

Te beijo!

Vou tentar dormir um pouco agora...

Fernández ♠♠ disse...

Uma poesia inigmatica e igualmente bela!

http://terza-rima.blogspot.com/

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