terça-feira, agosto 24, 2010





Sem ti, estou sem mim e sem mim que sou?
Um poema que nunca findou…
Uma memória selectiva? Não!!!
Sem ti, estou sem mim, e sem mim não sou vida…

Guardo retratos nunca tirados
Em lugares por nós nunca passados
Em sonhos por nós nunca vividos

E não fora nossos olhares parados
Nossos corpos acanhados
Não nos acharíamos perdidos

Nos braços de um eterno Orpheu
Cuja lira concebeu
O poema e a melodia


Que parou a última ave no céu
Curvou a última árvore colhendo os sons no vento
Do nosso tempo
Da nossa vida…

Sem cartas de amor, sem amor nas palavras
Somos apenas folhas em branco, somos cartas
Sem selo ou carimbo
Sem alma sem destino
Sem nós

Tudo o que guardo é passado
Passado que nem existiu
Como se não houvesse o certo e o errado
Nem a voz
Que nos serviu

Um prato frio de desenganos
Uma metáfora sem sentido
Sem ti, estou sem mim e sem mim que sou?
Este poema, agora findo…


POETIK

1 comentário:

@lexis disse...

De quem sentes tu a falta?
Se é de mim, estou mesmo aqui!
Não me vês porquê?
Se não é de mim, é mesmo de ti!
Não te vês porquê?

Este poema transpira comiseração. O 'não gosto' é meu.

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