quinta-feira, agosto 26, 2010





Não queres a verdade
O que buscas é a mentira afável
O gesto subornado que docemente
Toque a tua pele infiel

Não tenho tempo para ti
Nasceste já derrotada
Não aceitas quem és
E assim sendo, és nada…

Tuas lágrimas já sem sal
Teu olhar tão desigual
Simula a bárbara decadência

Deste mundo que veneras real
Órfão, desprezível, irracional
Decentemente sem decência


POETIK

2 comentários:

Mistie disse...

Esse lugar é perfeito. Profundo, ferido. ele grita. Impressionante.

Davi Machado disse...

profundo e irrenverente soneto.
ótimo

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