quinta-feira, dezembro 08, 2005

lusco-fusco da vida




A vida ainda não nos disse tudo
guarda em cada dia um segredo
toca-nos sempre num lusco-fusco
que abraçamos a medo

a vida, tem vidas em nós
que dormem serenas
altivas na própria voz
quando despertas apenas

e é vê-las correr ao vento
embriagadas da nudez
de não sei o quê de deslumbramento
ânsia de primeira vez

e um dia mais ou menos vago
tocadas por um outro desassossego
é vê-las de um olhar cavo
perdidas no firmamento

e padecidas que são agora
a vida trás outras vidas
jogadas janela fora
ao lusco-fusco, das já esquecidas

jorge@ntunes

1 comentário:

Paula Raposo disse...

A janela, as palavras, e eu não tenho nada a dizer. Muito bonito o teu poema, fico contente que o tenhas colocado hoje aqui. Escreves lindamente, não vou repetir o que já disse. Esta música é maravilhosa, para escutar em boa companhia...beijinhos, Jorge.

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