sexta-feira, maio 06, 2011



Quase escrevi o destino
Na pele, no caminho
Na ausência de mim
Cheguei tarde, fiquei sozinho
Nunca mais fui menino
Nem homem, eu fui no fim

Abri as janelas ao vento
Deitei-me no tempo
Deixei-me ficar
Parti rumo ao deserto
E só estive perto
De sentir o mar

Agora é tarde e não tarda
Que a hora madrasta
Me cobre no fim
Agora é tarde e não tarda
Que esta vida farta
Se farte de mim

O que chorei
Entreguei
Numa bandeja de lata
Onde pequei
Eu deixei
Aos poucos, a alma

Agora é tarde e não tarda
Que à porta fechada
O meu mundo padeça
Agora é tarde e não tarda
O fim da estrada
Que me aconteça

Quase escrevi o destino
No meu desatino
No sonho de outro
Parti rumo ao deserto
E nas areias do incerto
O que fui soube-me a pouco

Fechei as portas do tempo
Deitei-me no vento
Deixei-me ficar
Rumei ao deserto
Mas não cheguei perto
De lá me encontrar

Por agora dormito
Entre a lenda e o mito
Entre o sonho e a vida
Depois, quem sabe acorde
E já não viva, nem chore
…ou talvez consiga…

POETIK

1 comentário:

★★ GIZA ★★ disse...

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