quarta-feira, abril 13, 2011



Serei, uma serenata à chuva
Nos teus braços a tontura
Na tua voz a palavra
Serei, todas as fases da lua
Velando essa alma nua
Coberta de amor, e mais nada

Serei, todas as formas do vento
Todas as horas do tempo
Todo o tempo que não volta
Serei, talvez escravo, talvez rei
Desse sonho que inventei
Ao entrar por essa porta

Serei, a candeia nos caminhos
De encruzilhados destinos
De uma qualquer vereda vã
Serei, o passado e o presente
Ou esse futuro somente
Que tarde em algum amanhã

Serei, gaivota que livre poisa
Sobre um mar de outra coisa
Que não de lágrimas e de fado
Serei, o poeta dos sentidos
De todos os versos perdidos
Que dispersos, em mim trago…

POETIK

3 comentários:

Rosangela disse...

Jorge... muito belo!

Sara Lopes disse...

Que bela serenata meu admirado poeta, estavas inspirado, saudades de vc, e adorei a sua poesia bjs

http://moonligh-serenade.blogspot.com/

Sonhadora disse...

Simplesmente divino este poema

Serei, o poeta dos sentidos
De todos os versos perdidos
Que dispersos, em mim trago…

Maravilhoso...adorei.

deixo um beijinho
Sonhadora

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