quinta-feira, outubro 28, 2010



Era uma vez…
… uma outra vez… em que espertei
Numa aparência de dia
E vivi por engano breve
Algo a que chamam vida…

E era algo entre o respirar e uma lágrima
Entre um sorriso e uma dor
Tinha tons de angústia e ressentimento
Mas também lapsos de amor

Tinha coisas como o vento
Tinha coisas como o mar
Tinha momentos de sol
Noites doces de luar

E era algo entre o ser e o nada
Entre a inércia e a aventura
Tinha laivos de glória
Tinha rasgos de loucura

E desse meu despertar
Que breve me sonegou
Quase que pude tocar
O sonho que me inventou

Mas como num conto de fadas
O final que afinal ninguém nos diz
Voltei ao meu sono… morri…
E vivi, para todo o sempre, feliz

POETIK

leia também "porque respiro..."

2 comentários:

SrtA. L. disse...

Me identifiquei com este poema...adorei!!

Querido, meu banner que linkaste está com a url

errada...desculpe... o outro que está lá no blog, já está

corrigido...obrigada por me linkar...

Beijo desta "poetisa"que anda sem inspiração...

;P

Rosangela disse...

Sua poesia me lembrou este trecho:
"...Sou só garganta
Não sou violenta
Não sou maldosa
Sou um resultado"
Um anúncio tranquilizador - A morte em: A menina que roubava livros.
Sua poesia é profunda e nos faz refletir sobre a vida e morte.
Eu gostei muito!
Abraço!

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