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Um dia vou acabar...
Imenso demais
Para o que realmente fui...
Imenso...
Será apenas
O que penso
O que em mim se dilui
Não deixarei o meu nome gravado
Serei apenas pecado
Do que sonhei sem fim
Serei pateticamente
Uma memória eloquente
Do que julgaram de mim
Serei apagado
Ou guardado no esquecimento
Num baú bolorento
Um retrato em pó
Soprado ao vento
Dirão de mim...
Num sorriso
Talvez um suspiro
Que sou sonho Shakespeariano
Momento insano
Da realidade
Serei antes que para alguém
Para mim
A minha própria saudade
E apagado o último cigarro
Como quem apaga a vida que resta
Para ser sentida
A cinza será corpo desmedido
Que por entre os dedos
Se perderá...
esquecida...
jorge@ntunes
1 comentário:
Gosto muito, muito, deste poema. Beijinhos.
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